F-commerce começa a se consolidar no Brasil

Comércio via Facebook alia praticidade e marketing espontâneo

Hoje, é quase regra as empresas terem fan pages no Facebook, por meio das quais constroem um relacionamento direto com os consumidores. Uma nova tendência, que começa a chegar agora ao Brasil, é o F-commerce, o comércio via Facebook. Nos EUA, ela já não é novidade e estima-se que, até o fim de 2011, ela tenha movimentado 1,2 bilhão de dólares no país.

O F-commerce é uma tendência que une a praticidade (já que, em vez de direcionar o cliente para o e-commerce da marca, ele já efetua a compra no ambiente do Facebook) e o marketing espontâneo possibilitado pela rede. Atualmente, 56% dos links compartilhados no mundo são feitos pelo Facebook. Além disso, 90% dos brasileiros que fazem compras pela internet também são usuários de redes sociais, 40% das pessoas usam sites de redes sociais para pesquisar antes de fazer compras online, e 68% dos fãs visitam as páginas dos lojistas para se atualizarem sobre vendas e promoções. Ou seja: a integração do e-commerce com o Facebook é inevitável.

Como o comércio via rede social ainda é incipiente no Brasil, não há muitos dados sobre os hábitos de consumo do brasileiro no Facebook. Mas pesquisas realizadas nos EUA e na Europa mostram que o F-commerce está em franca expansão. Segundo levantamento feito pelo eCustomerServiceIndex (eCSI) no fim do ano passado, 12% dos usuários de Facebook do Reino Unido já fizeram compras em lojas na rede social – uma porcentagem ainda tímida, mas já 8,8% maior do que aquela apurada quatro meses antes. O site Social Commerce Today fez uma compilação de dados sobre o comércio via Facebook, incluindo alguns recordes de venda e o comportamento dos usuários da rede social: http://socialcommercetoday.com/f-commerce-statistics-roundup-facebook-commerce-by-the-numbers/

No entanto, nem todos os números são animadores, principalmente em relação à segurança das transações comerciais feitas pelo site. O levantamento online realizado pela ThreatMetrix e o The Ponemon Institute com um grupo de 800 consumidores, mostrou que 53% deles não acredita que o Facebook é eficiente na proteção contra a fraude. Essa insegurança pode ser um entrave para o crescimento do F-commerce, mas nada que possa inviabilizar a proposta – afinal, o e-commerce também gerou desconfiança assim que surgiu e hoje já faz parte dos hábitos de grande parte dos internautas.

Outro desafio a ser encarado pelas empresas que pretendem levar seu e-commerce para o Facebook é a velocidade com que as informações se espalham – o que pode servir para divulgar a marca ou para acabar com a reputação da empresa. Por isso, é preciso garantir que o F-commerce funcione perfeitamente e possibilite uma experiência de compra interessante e prática para o consumidor. Na rede, nenhum erro passa batido.

Para saber mais sobre essa tendência, acesse a matéria do caderno Link, do Estadão, sobre o F-commerce no Brasil, incluindo os apps mais usados pelas empresas, e também confira os 101 exemplos de F-commerce compilados pelo econsultancy.

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