Diretores e presidentes devem ter perfil no LInkedin?

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To our Brazilian friends

O ano era 2004. Lembro  da conversa  com um vice presidente de uma  grande multinacional que afirmou categoricamente que uma rede social para fins profissionais nunca iria decolar porque nenhum executivo sênior colocaria seu nome lá. Na opinião dele, era como atestar publicamente que havia a intenção de olhar novas oportunidades no mercado e deixar a empresa. Em outras palavras, era uma divulgação do currículo publicamente e profissionais seniores (como Diretores, vps e presidentes) – mesmo que tivessem estas intenções – não o fariam por uma questão de imagem dentro da organização e junto aos seus pares.

Uma década depois, a presença de profissionais C-levels na rede social é bem maior. Mas – ainda recentemente – fui questionado por um executivo bastante sênior se não “pegava mal” ter um perfil no Linked In, ainda mais quando se ocupa uma posição sênior na empresa; também recentemente  –  em uma conversa informal –  uma executiva de Recursos Humanos comentou que não achava adequado a exposição  de executivos seniores no Linked In.  Na visão dela, um perfil  “básico” na rede social era até aceitável, mas com o detalhamento das funções, não.

A verdade é que as redes sociais trouxeram maior exposição de todos e muitos questionamentos sobre o “certo/errado”, sobre direitos autorais (de imagens, vídeos, músicas) e sobre impactos outros sociais diversos. E isto não poderia ser diferente com o Linked In e com o impacto na vida corporativa.

Sim, os executivos estão mais expostos, promoções e mudanças de emprego são conhecidas pelo mercado na velocidade de um clique e  ficou quase impossível blindar o organograma da sua empresa . Mas  é um caminho sem volta. E se existe uma certeza, é de que você precisa fazer parte deste movimento.  Talvez em uma analogia livre, poderíamos dizer que para sobreviver a uma multidão correndo em sua direção, é preciso juntar-se a ela e correr na mesma velocidade. Se não o fizer, você poderá ser atropelado.

Mas você não deve ter um perfil no Linked In somente porque todo mundo tem ou porque oheadhunter disse que é importante. Independentemente do Linked In ou de outra rede social, você precisa estar conectado porque esta é a maneira como grande parte da comunicação (ainda mais no mundo corporativo) já ocorre e passará a ocorrer.

Redes sociais permitem trocas de conteúdos (textos, fotos, vídeos, mensagens de voz, etc) em tempo real e com uma facilidade muito maior do que o e-mail. Para quem sempre disse que o mundo organizacional primava pela otimização de tempo, eis as redes sociais!

Manter a agenda de contatos ou o porta-cartões de visitas atualizados é realmente muito difícil. Mas se seus contatos estiverem em uma rede social ligada a você, a atualização é automática e acessar as pessoas fica muito mais fácil. Até porque aplicativos permitem você ou seu interlocutor acessar mensagens das redes sociais em qualquer smartphone, sem você precisar saber o número do celular da pessoa ou mesmo se ela mudou ou não de empresa.

E – todos sabemos – negócios não são feitos entre empresas e sim entre pessoas, e elas levarão boa parte dos negócios consigo para as diferente empresas onde trabalharem ao longo da vida profissional. E se o contato entre as pessoas e tão importante, estar conectado faz diferença.

Impacto nos negócios? Bem, no mundo do executive search posso afirmar que o impacto já aconteceu. O headunter que antes era um “detetive” e que achava as pessoas onde ninguém mais encontrava, agora tem um Linked In como uma vitrine aberta. Encontrar o executivo não é mais um issue. A competência agora é saber qual dos executivos lá presentes poderá fazer a diferença junto ao cliente. E agora sim, a competência consultiva faz toda a diferença. É preciso envolvimento direto do headhunter  ao longo de todas as etapas e o respeito ao profissional durante todo o processo seletivo. Isso sem falar no Facebook  e  Twitter que eu mesmo utilizo profissionalmente todos os dias.

Mas isto é um pouco do impacto das redes sociais no mundo do executive search.

E no seu negócio? E na sua área de atuação? E junto aos seus clientes e colaboradores? Você já sabe qual é o impacto?

Por Marcelo Cuellar. coach e expert em carreira, como headunter da Michael Page.

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